Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

* Descobri! *

Anteontem acordei super cansada mas sem motivo aparente. Tinha-me deitado cedo, não tinha tido insónias, estava de "férias" e não tinha feito nada que me pudesse deixar muito cansada.

 

Não conseguia arranjar uma explicação e isto estava a deixar-me a pensar. Andei o dia inteiro a matutar no assunto mas não cheguei a conclusão nenhuma.

 

Ontem, ao deitar a cabeça na almofada, fez-se luz! Finalmente veio-me à mente o porquê de tanto cansaço! :D

 

Se bem se lembram, costumo ter sonhos do mais parvo possível e desta vez foi o que aconteceu... Sonhei que tinha ido à farmácia comprar medicamentos para os olhos e que por um motivo qualquer tinha saído às pressas de lá. Já tinha passado bastante tempo quando dei por falta da minha mala com os medicamentos, carteira e documentos. Lá fui eu à farmácia ver se lá estava mas... entretanto tinha-me esquecido a que farmácia tinha ido!!! Relax, ainda não cheguei a este ponto, só no sonho! :P

 

Corri não sei quantas farmácias e nada, até fui a umas retrosarias e nada... Se encontrei a mala? Pois não vos sei dizer, o despertador entretanto tocou! Opá! :P

sleep.jpg

 

 

Mas que falta de respeito!!!

Quatro e vinte sete da madrugada. Acordo com uma barulheira descomunal, que se devia ouvir em toda a rua e que ecoava por todo o prédio, de uma conversa sobre qualquer coisa de Angola.  

 

Não percebi imediatamente o que se passava porque estava estremunhada do sono. Podia até ser um maluco qualquer com o rádio em altos berros na rua. Só então comecei a perceber que o barulho vinha por cima de mim, da minha vizinha de cima. A princípio até pensei que tivesse colocado a aparelhagem para despertar e que aquilo iria parar rapidamente. Mas não. Esperei que aquele barulho infernal terminasse, o que não aconteceu.

 

Chateada com o que se estava a passar e cheia de sono, resolvi vestir o robe e ir lá acima bater à porta para pedir que baixasse o volume. Subi as escadas e toquei à campainha. A minha vizinha desliga a aparelhagem com o som no máximo, abre-me a porta e desata a falar em altos berros. Eu fiquei abismada! É que eu que eu nem consegui dizer nada.

 

Segundo ela, há alguém que põe a máquina de lavar roupa de madrugada e ela ouve esse barulho e não consegue dormir. Por isso, esta noite, pôs a aparelhagem desta maneira para abafar o tal "som da máquina". Mas vocês nem imaginam a figura: de pijama, gadelhas no ar e um ar de psicopata descontrolada.

 

Acabei por não lhe dizer grande coisa, apenas recomendei que chamasse a polícia e que fizesse queixa à administração. E comecei a virar-lhe as costas para me vir embora. Afinal ela ia continuar aos berros, com a mesma conversa, e eu estava com sono, frio e sem vontade de acordar o resto da vizinhança.

 

Acho que a fulana fez queixa na reunião de condomínio acerca dos barulhos que só ela ouve. A impressão com que os condóminos dos prédio ficaram é que ela era doida. Na verdade, todos os barulhos que ela ouve, supostamente, nós também deveríamos ouvir. E não ouvimos. O prédio tem uma café e é natural que no silêncio da noite se oiçam os motores dos frigoríficos. Mas é fácil combater isto, basta mudar a cabeceira da cama para a parede oposta.

 

No prédio ao lado, existe uma fábrica que trabalha de noite. Há muitos anos atrás as pessoas desse prédio e as do meu, queixaram-se e mexeram-se e enquanto eles não insonorizaram a fábrica, não baixaram os braços. Portanto, o barulho também não vem daí.

 

Agora pergunto eu: que direito tem a minha vizinha de me incomodar a mim durante o sono por causa de algo que outro vizinho fez? Isto está correcto? O barulho que ela possa ouvir vindo debaixo será o ladrar do cão, que à noite é muito raro acontecer, ou a TV que não costuma estar com o som alto.

 

Fiquei mesmo chateada e já não consegui dormir grande coisa. 

Arrebita, Pepper, arrebita!

Hoje tenho uns palitos nos olhos a segurar as pálpebras. Esta noite foi o sistema de rebola pra cá-rebola pra lá, ajeita a almofada, levanta e vai à casa de banho, bebe água, deita de novo e mais rebola pra cá-rebola pra lá.

 

Que noite tão terrível e parva. Não bebi café à noite, não tive nada que me chateasse e afinal porque é que o sono não vinha? Não me digam que foi por "estranhar a cama"... mas esta cama também é minha! Ó corpinho, vê lá se te deixas dessas frescuras e tu, menino sono, vê lá se vens ter comigo mais cedo senão cortamos relações! Ai...!

 

Mas pra estes dias há sempre uma solução eficaz, e não, não é café! Junta-se uma criança a um cão sempre ansioso por brincar et voilá...! É uma alegria, até anda tudo pelos ares! Não há moleza ou soneira que tenha oportunidade de se instalar à socapa. 

 

Hoje tenho cá a minha B. que se ri a bandeiras despregadas com o Bóbi e as suas tonteiras e ele que é um fartote de rir pois desata a fazer gracinhas para animar o pessoal e fazer a B. explodir em sonoras gargalhadas. Isto hoje promete! 

 

Moleza? Sono? Qual quê...! Arrebita, Pepper, arrebita!

Oito da Matina.

 

Desde as 8 da matina que estou a pé... a corrigir testes! Não havia necessidade de começar a olhar para o papel, rabiscar certos e errados e colocar cotações em grelhas no computador tão cedo. Pois não.

 

Acontece que a minha mãe tinha uma consulta no hospital de manhã cedo, e como eu não podia acompanhá-la, foi o meu irmão (que não faz mais do que a sua obrigação!) com ela. Quando sou eu a acordar cedo, tenho de andar em pezinhos de lã, não posso falar alto nem acender luzes.

Mas se for o meu irmão, a coisa muda de figura. Fala-se alto, deixam-se luzes acesas, anda-se para trás e para a frente sem o mínimo de cuidado. É que aqui  me, myself and I como não trabalha a fazer esforço físico não tem direito a estar cansada, a precisar de dormir mais um pouco, a ter dores. Por isso, toca a fazer barulho porque já acordei e todos têm de acordar!

 

Depois de acordada,despertei e fiquei a olhar para o tecto. Como tenho mais que fazer, saltei da cama, arranjei-me e... unhas ao trabalho. Já corrigi uma turma de testes, já publiquei as notas de 4 turmas de testes e já ultimei os preparativos para as aulas de hoje. Cansada, eu?!? Naaaa... Sou de ferro. Nada de amolga ou amachuca. Dizem por aí.

 

E agora é pegar nas coisas e arrancar para a escola para a segunda etapa do trabalho de hoje...

 

 

Gostava Mesmo.

 

 

Gostava mesmo de ser daquelas pessoas que quando assenta a cabeça na almofada, faz uma ligação directa a Hipnos e adeusinho, até amanhã.

 

Eu tinha de ser diferente. Claro. Primeiro, já não me consigo deitar com as galinhas. Os afazeres são mais que muitos. Depois quando entro no vale dos lençóis, tenho de dar 500 voltas à cama (parece quase a corrida de S. Silvestre) e pensar em mil coisas:

 

- pensar nos acontecimentos do dia;

- rever o que tenho para fazer no dia seguinte;

- reagendar as coisas pendentes;

- planear aulas e fichas;

- zangar-me com a vizinha do lado por causa do ar condicionado;

- concluir que as calças que queria vestir amanhã estão para lavar;

- mudar a disposição dos móveis no quarto;

- inventar uma nova decoração para o quarto;

- pensar numa maneira de aconchegar os pés gelados no “vizinho do lado” sem levar um raspanete;

- pensar no frio que o Óscar deve estar a passar;

- mentalizar-me que me vou levantar cedo, no dia seguinte – se o frio deixar :P – para me agarrar ao computas;

- concluir que tou farta dos dois cursos online;

- escrever um post mentalmente aqui para o blog mas que de manhã já nem me lembro dele (Grrr);

- se calhar… ZZZZZZ… é melhor mudar de posição… ZZZZZZZ

- irra… que… ZZZZZ… o… ZZZZZ… sono… ZZZZZ… nunca mais… vemzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

E pronto. Depois disto tudo lá entro em estado de reflexão comigo própria até à próxima apitadela do despertador. Agora há uma coisa que me intriga… como é que acordo de manhã com a sensação de que não dormi de noite?!

 

 

Sonho ou Pesadelo?

 

 

 

 

 

Já vos contei que o meu irmão é um rapaz que fala muito enquanto está a dormir. É gajo para contar anedotas, dizer adivinhas, andar aos beijos com as suas “paixões” e até proferir alguns palavrões que ferem os ouvidos. Ah, e fora as discussões com interlocutores incógnitos!

 

Esta noite passou-se uma situação caricata. Adivinhem lá quem foram as personagens famosas da história?! Pois…

 

***

 

O meu irmão chegou tardíssimo a casa e, depois de levar o pobre Bóbi aflitinho para verter águas à rua, entrou em casa e refugiou-se na cozinha ao telefone. Eu perdi a conta ao tempo de conversa. É sempre a mesma coisa!

 

Estava eu num sono de beleza, repousante e regenerador, quando a minha mãe vai “espreitar” o meu irmão à cama. No momento em que espreita no quarto ele deve ter murmurado alguma coisa pois eu só oiço:

 

- S. desliga imediatamente essa porcaria porque já não são horas de estar ao telefone! São 4 da manhã!

 

Estranhei esta conversa, até porque tinha visto o meu irmão colocar o telefone a carregar. E mais… eu nem sequer o tinha ouvido falar!

 

A minha mãe deitou-se e vociferou do meio dos lençóis:

 

- Não te aviso mais vez nenhuma. Vou aí, arranco-te o telefone e mando-to para o lixo!

 

Eh lá, que ela está brava, pensei eu. Se calhar quando devia actuar, não actua. Mas também reconheço que é mais fácil fazer cumprir as nossas “ordens” quando o “ordenado” está a dormir.

 

Só a oiço levantar-se furibunda. Foi directa ao meu irmão verificar se ele tinha largado o telemóvel. Vasculhou a cama dele à procura do dito cujo e depois chegou à brilhante constatação de que o S. estava a dormir profundamente.

 

Opa, que ela ande a cascar merecidamente na cabeça do meu irmão, tudo bem mas que não me deixe dormir a mim é que está muito mal!!!